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segunda-feira, 20 de abril de 2009

POEMA DOMINGUEIRO

eu queria tanto escrever-te um poema domingueiro
verso engomado
rima vincada
estrofe acertada…
mas um tudo-nada rafeiro para sentires
que não era casual
assim, como direi? um pouquinho pires
um poema de ver-a-deus
desses que falam da lua
do mar
dos céus (esta rima é mesmo previsível)
das flores
dos cabelos ao vento…
olha, um poema para tu pores
na mesinha da cabeceira
mas não estou no meu momento
deve ser 2ª feira.

10 comentários:

Paula Raposo disse...

Esses poemas pires são emocionantes...beijos.

glória disse...

esse poema engomado, arrumado para se travestir de um ar domingueiro não faz parte do arsenal do poeta. Seus poemas são insones, trazem o rumor das madrugadas e as frestas dos primeiros raios da aurora. Eles fogem das horas e dos dias contados. amei mais esse! bjs

Maria Clarinda disse...

Adorei, João.É um poema domingueiro, que me fez sorrir.
Jinhos

San disse...

olha, cá por mim tenho um fascínio enternecido por tudo o que é pires. sobretudo às 2ªs feiras...
:)

André disse...

Nada pires, nada kitsch! Quem dera a muitos ter tantas segundas ferias dessas aos domingos.
Obrigado pela visita.

peciscas disse...

Mas olha, João,conseguiste escrever um poema domingueiro, mesmo sendo segunda-feira.
Engomado, com rima vincada, estrofe acertada e, ainda por cima, nada pires.

Lena disse...

Um poema destes à 2ª-feira, dispensa qualquer poema domingueiro.
Uma graça. Beijo!

Paula Raposo disse...

Aquela escultura ali em cima é fantástica!! Beijos.

Batom e poesias disse...

João de semana inteira.
Beijos
Rossana

mariaivone disse...

Contigencias de quem prolonga os dias pela noite dentro indiferente às badaladas que marcam o tempo.

Vai daí e quebra-se o encanto...