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quinta-feira, 16 de abril de 2009

SEM VINTÉM

Eu sei que o meu amor não tem vintém
Depois, o que é que tem, o que é que tem?
Eu sei que a sua vida é um vai-vem
Depois, o que é que tem, o que é que tem?

Mas eu que sei o quanto me quer bem
Vou contar tudo o que meu amor tem:

Tem gemas no olhar
E açúcar no falar
Gotinhas de limão à flor da pele
Faz bolo de amassar
Trouxinha de enrolar
Ninguém me adoça tanto como ele

Eu sei que o meu amor não tem vintém
Depois, o que é que tem, o que é que tem?
Eu sei que toda a terra é sua mãe
Herdou todo o amor que a terra tem.

E eu que sei mais dele que ninguém
Vou contar tudo o que meu amor tem:

Tem mãos de pianista
Pernas de equilibrista
E o casulo da fé no coração
Ele não tem mais nada
Mas diz que de mão dada
Os dois vamos dar volta à situação.

Música: Manuel Paulo

9 comentários:

Paula Raposo disse...

Que beleza!!! Eu volteei no poema...beijos.

llidia disse...

Ai, Ai, como eu adorava ter pernas de equilibrista e conseguir fazer pinos e piruetas nas agulhas de um relógio, fazendo-as andar às avessas...

llidia disse...

PS: adoro esta música!
(esqueço-me sempre de alguma coisa, ai, ai)
Abreijos

Paula Raposo disse...

Eu adorei...a ideia genial! Beijinhos.

Mariana Monge disse...

Linda de ler!
Linda de ouvir!
Linda de sentir!


Bêjo! Pronto! ;)

Aníbal Raposo disse...

Olá João Monge,

Gostei muito do poema.

Abraço

glória disse...

essa tua poesia faz a música do amor escorrer por vias da vida cotidiana, vida vivida do amor. esse amor tem corpo, tem gestos, por isso tem força de fazer voltar a situação, seja qual for. amei esse poema.

peciscas disse...

Esta é uma das que não dispenso.
É uma delícia!
A música do Manuel Paulo e a interpretação do Nuno Gurreiro, dão a estas isnpiradas palavras, a projecção perfeita.

Lena disse...

Poema de amor completo.
Reconfortante e lindo!

Beijo.