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sexta-feira, 24 de abril de 2009

XAILE ENCARNADO

Eu tenho um xaile encarnado
É uma lembrança tua
Tem um segredo bordado
Que às vezes eu trago à rua

Tem as marcas de uma vida
Que a vida marca no rosto
Mas ganha uma nova vida
Nas noites que o trago posto

Já foi lençol e bandeira
Vela de barco também
Tem marcas da vida inteira
Mas dizem que me cai bem

Se pensas que me perdi
Nalgum destino traçado
Para veres que não esqueci
Eu ponho o xaile encarnado

Música: Armandinho (Fado da Adiça)

11 comentários:

Mário Lopes disse...

Como nos outros poemas que o João Monge escreveu para o "Crua", este é um lindo poema que a Aldina desfralda ao vento com uma graciosidade única. Como se o poema na sua voz se elevasse no céu feito duas aves em vôo nupcial, nunca se separando na sua ascensão!

Paula Raposo disse...

Sempre bem, João! Gosto da foto lá em cima, que nos faz sentir que existe a imortalidade...beijos.

San disse...

anteontem, encarnadíssimo, na voz da Aldina!

glória disse...

teus sinais, embora cor de sangue, seguem passos sutis, linguagem de bordadura entre desejo intenso e ternura. belo! bjs

peciscas disse...

Como gosto de subir ao fado, nas veias de uma guitarra.
Como gosto deste xaile encarnado.
Como gosto da Aldina a cantá-lo.

Ai Portugal Portugal que consegues inventar coisas tão cheias de nós, que nos empolgam a alma!

peciscas disse...

Deixa-me só acrescentar ao teu o meu
SEMPRE!

Aldina Duarte disse...

25 DE ABRIL SEMPRE, POIS CLARO :)

anamarta disse...

25 DE ABRIL SEMPRE!
Um beijo

cristinasiqueira disse...

Que lindo este "estar" em Portugal
Este idioma mãe que diz do "xaile"
encarnado.
Que lindo! SEMPRE!


Carinho,

Cris

zoltrix disse...

encarnado ( ou vermelho)
um xaile protector, símbolo de paixão
sempre

Batom e poesias disse...

Lindo!
Abraços encarnado em ti.
Gostaria de ouvir com a música.
Rossana