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quarta-feira, 20 de maio de 2009

COMO SERIA

É quase a noite
É quase um lago vazio,
o luar de um deserto cego e frio.
A mão fechada e nada,
é ter a espada e nada:
órfão de paixão.
Ter prazer na solidão.

Dançar com a tempestade,
morrer um pouco em cada dia,
sorrir da eternidade e não saber como seria.
Voltar ao mar de madrugada e morrer longe do mar,
sem fogo e sem ardor,
é não sonhar
a importância do amor.

Música: Manuel Paulo (OUVIR)

6 comentários:

Paula Raposo disse...

Uma das muitas maravilhosas coisas que escreves...tenho no carro a gravação pela voz do Nuno Guerreiro. A música condiz na perfeição! Que delícia ter passado por aqui hoje. Obrigada. Beijos.

glória disse...

Joào, esses teus fios de inspiraçào me dizem do balanço incessante de quem dança com a tempestadade, de quem acompanha os movimentos da maré, de quem sabe dos meandros do solidào. bela cançào. bjs

Lena disse...

Belo "assobio" à solidão.

Beijo.

San disse...

noites assim é que nos justificam os dias...

peciscas disse...

Como seria o mundo sem artistas como tu, o Manuel Paulo, o Camané, para nos ajudarem a sonhar a importância do amor?
Certamente que só poderíamos morrer longe do mar.

Batom e poesias disse...

Ouvi a música. É bonita, mas seu poema é tão mais forte...

Dançar com a tempestade e sorrir da eternidade...

Esse é o poeta!

beijos
Rossana