AQUI HÁ

sábado, 20 de dezembro de 2008

9 SENTA-TE AÍ

Filho és, pai serás!
Tudo o que vem da terra à terra há-de voltar. E os homens só podem saber para onde vão se souberem de onde partiram. A estes dois saberes chama-se Liberdade. Saiu do lombo a muita gente e, em teu nome e dessa gente, nunca encolhas as asas com que nasceste.
Um beijo!
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Está na hora de ouvires o teu pai
Puxa para ti essa cadeira
Cada qual é que escolhe aonde vai
Hora a hora e durante a vida inteira

Podes ter uma luta que é só tua
Ou então ir e vir com as marés
Se perderes a direcção da Lua
Olha a sombra que tens colada aos pés

Estou cansado. Aceita o testemunho
Não tenho o teu caminho pra escrever
Tens de ser tu, com o teu próprio punho
Era isto o que te queria dizer

Sou uma metade do que era
Com mais outro tanto de cidade
Vou-me embora que o coração não espera
À procura da mais velha metade
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Música: João Gil

3 comentários:

Anónimo disse...

Que as asas com que nasceste, nunca te fraquejem...

Este poema é lindo!

Lena

Silvestre Gavinha disse...

Que poema lindo.
Que introdução dedicatória maravilhosa.
Que não percamos nossas asas e nem deixemos de esticá-las para que ao sabor do vento nos levem onde apraz o coração

André disse...

Introdução sublime, o poema magnifico... Quanto ao resto sou suspeito mas a interpretação merece ser ouvida:
http://www.imeem.com/people/Y_H9vY/music/OFuWDsEI/rio_grande_sentate_a/
João Gil: Guitarra
Jorge Palma: Voz
Isto, salvo erro.