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segunda-feira, 4 de maio de 2009

DÃO, DÃO, DÃO

Amor e gratidão
não são colegas de carteira
O amor só faz confusão
sangra o coração
jura que é prà vida inteira

A voz da gratidão
nem sequer jura agradar
Passa sem testamento
parece vento
mas acaba por ficar

amor e gratidão
dão, dão, dão...

Um dia eu hei-de dar-te
uma estrela de presente
Ter engenho e arte
ou, modéstia à parte,
ter um deus obediente

Só para te dizer
do fundo do meu coração
que estou grato por te amar
deu-me para juntar
tudo na mesma canção

amor e gratidão
dão, dão, dão...

Música: João Gil

4 comentários:

glória disse...

gratidão e amor não rimam, de outro modo eu diria que não existe amor sem sentimento de comunhão e ele se estreita ao de gratidão. Como diz Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) O amor é uma companhia, isso diz de todos esses sentimentos. bjs poeta.

Paula Raposo disse...

Dão, dão, dão... Gostei. Beijos.

peciscas disse...

As tuas canções, para além de nos porem os sentidos a navegar nas ondas do ritmo e das emoções, interrogam-nos.
Será que o amor anda associado à gratidão?
Será que a gratidão esvazia o amor?
Será que quem se deixa amar merece a nossa gratidão?
Continuemos a ouvir-te e a interrogarmo-nos.

San disse...

a gratidão também é tramada... sobretudo quando é nomeada!...