AQUI HÁ

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ILHA DO DESTINO

quando eu nasci
deram-me asas e um nome para usar
um deus que nunca vi
e uma alma para cuidar

nem deus sabe por onde andei
das mil vezes que me perdi também
das moradas onde morei
o que já procurei por ti, meu bem

quando eu nasci
quis o destino que fosses meu
foi assim que vivi
de olhos postos numa estrela do céu

nem deus sabe do que eu fui capaz
das portas a que eu já bati
dos amores que deixei para trás
para destinar o amor por ti

Música: Manuel Paulo

5 comentários:

peciscas disse...

Quando nasceste deram-te as asas da inspiração e a ciência que ensina os segredos das palavras.
Por isso continuas a voar bem alto, para nosso proveito.

Batom e poesias disse...

Já estava com saudades, João.

Tenho almas a cuidar, que me fizeram - por determinação superior- deixar muitas coisas para trás...Deve ser carma.

A poesia é ótima. Gostaria de ouvir a música.
bjs
Rossana

CARLOS GALDINO disse...

OLÁ GOSTEI MUITO DE SUAS POESIAS PARABENS !!


ABÇO

Carlos Galdino

Silvestre Gavinha disse...

Também queria ver música. Se alcança unir como fizesses, para mim, Drumonnd e Espanca.
Muito bonito.

vagamundo disse...

sou uma apaixonada deste "pássaro cego", tal como o sou do "assobio da cobra" (cujo cd emprestei e não consigo reaver nem tampouco comprar outro, porque não o encontro em lado nenhum). obrigada pelas viagens que as suas palavras (me) proporcionam

:)